A arte popular brasileira expressa com extrema criatividade, humor e poesia, aspectos da vida dos vastos segmentos populares que integram o país. Revela através da representação artística dimensões pouco conhecidas do imaginário, e das relações entre o real e o simbólico, o sagrado e o profano. No seu conjunto manifesta uma riqueza criativa ímpar, o que a torna singular frente às produções similares, feitas em outras partes do mundo.

As obras que integram este gênero de arte têm sido consideradas como manifestações nas quais estão presentes os contrastes do Brasil, país continental, plural e multiétnico. Através delas é possível perceber os valores fundamentais de nosso ethos no qual a miscigenação racial, a pluralidade religiosa e a mescla de costumes fermentaram um manancial inesgotável de tradições, ritmos e espetáculos.

A produção ocorre em quase todo o país. Encontramos desde grandes artistas, com uma criação específica e independente; como também comunidades nas quais a arte popular floresce como parte de um movimento coletivo.

As principais regiões de concentração de artistas são o Alto do Moura, Tracunhaém, Recife e Olinda, em Pernambuco; o Vale do Jequitinhonha e as pequenas cidades do sul de Minas Gerais. Nesses lugares, viveram ou ainda vivem, artistas que se expressam de maneiras variadas. Destacam-se no Alto do Moura, PE: Luíz Antônio, Manuel Galdino, Manuel Eudócio, Marliete, Mestre Vitalino, Zé Caboclo e Zé Rodrigues. Em Tracunhaém, PE: Antônia Bezerra Leão, Baé, Lídia Vieira, Maria Amélia, Zé Antônio e Zezinho. Em Olinda e Recife, PE: Adriano, Antônio Barbosa, Benedito José dos Santos, Bigode, Capitão Pereira, Joel, Nhô Caboclo e Saúba. No Vale do Jequitinhonha, MG: Ana do Baú, Cícera Candida, João Alves, Maria Alves, Noemisa e Ulisses. E no sul de Minas: Adão de Lourdes, Antônio Julião, Antônio de Oliveira e Geraldo Telles de Oliveira (GTO). Nas demais regiões, onde não há uma produção intensiva como nas acima citadas, também surgem grandes artistas. É o caso de Adalton Fernandes Lopes, no Estado do Rio; Antônio Poteiro, em Goiás; Mestre Didi, na Bahia; Laurentino, no Paraná; Edgar e Nino, no Ceará.

 
   
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