Ciclo da vida

Nascimento, vida, morte e amor são temas que, desde a antiguidade, aparecem em diferentes culturas, independentemente das fronteiras sociais, culturais ou geográficas. Em virtude disso, são considerados temas universais. Na arte popular, esses temas dominantes podem ser surpreendidos na representação de eventos e cerimônias do cotidiano, que se repetem a cada nova geração. Assim, a natalidade, a infância, a escolaridade, os sacramentos católicos (batizado, crisma e confissão), a festa íntima, os bailes locais (entre eles, o forró, a festa junina e outras), além do casamento e suas festividades, são percebidos como eventos complementares e sucessivos que, mostrados em conjunto, parecem compor uma totalidade.

Angela Mascelani

OBRAS
  • Casal sentado
  • Enterro na rede
  • Enterro na roça
  • Pulando corda
  • Noiva
  • Pulando corda
  • Noiva à cavalo acompanhada por cavaleiros
  • Noiva com buquê
  • Professora
  • Bandeirinha
  • Sala de aula na roça
  • Brincando de ser carrinho
  • Alimentando criança com o dedo
  • Gangorra
  • Noivo
  • Gemeas
  • Pula-carniça
  • Noivos a cavalo
  • Mãe batista segurando o filho
  • " Cazamenti "
  • Noivos em cavalo grande
  • Mãe com bebê na cama
  • Casal
  • Casal
  • Ciclo da vida
  • Cesariana
  • Casamento
  • À mesa
  • Balanço
  • Casamento na roça
  • Bom-dia
  • Bambolê
  • Boteco
  • Parto natural na cama

The temporary exhibition Afluências (“Streams”) was the inaugural exhibit at the opening of the GBV gallery at the Museu Casa do Pontal in 2008. The exhibit offered retrospective a of the artistic production of the Jequitinhonha Valley, with works of art, photographs, films and videos about the area, consolidated to be one of the main centers of folk art in Brazil with important and widely known artists and ceramicists.

En la ronda de la vida

2002
Embaixada do Brasil em Buenos Aires
Buenos Aires

A exposição “Afluências” inaugurou a galeria de exposições temporárias do Museu Casa do Pontal em 2008. A mostra fez uma retrospectiva da produção artística do vale do Jequitinhonha, com a exibição de obras de arte, fotografias, filmes e vídeos sobre a região, consolidada como um dos principais polos de arte popular do país, com importantes núcleos cerâmicos e artistas de grande projeção. Integraram a exposição obras de Noemisa Batista, Ulisses Pereira Chaves, Dona Isabel, Glória Maria de Andrade, as irmãs Teixeira, Deuzani Gomes dos Santos, entre outros.

Vitalino Pereira dos Santos, Mestre Vitalino, is an iconic figure in Brazilian folk art. He was born in 1909, in the village of Ribeira dos Campos, near Alto do Moura, in Caruaru (PE). Raised in a brickyard, he began modeling small clay oxen and other animals as toys, which were then sold at the local market. It was these sculptures that called attention to the vast field of popular artistic creation in the major urban centers. Introduced to the public in 1947, at a group show organized in Rio de Janeiro, which featured the work of craftsmen and folk artists from Pernambuco, Mestre Vitalino became a leading figure in the world of folk art, little known until then. There were a number of stories told about him, many of which acquired an almost mythical dimension. This made it possible for us to understand the harsh realities of life in the backlands of the Northeast in the 1940s in a new way, hitherto unthinkable: from the point of view of the principal protagonists themselves through the art. Vitalino is known as “Mestre” for his virtuosity and for his leadership among the other potters in his region. He died at home on January 20, 1963, the victim of smallpox, at 53 years of age.

Angela Mascelani

With the growth of industrial activity, the specialization of activities and the intense migration from the countryside to cities, many activities were professionalized, and this became a common theme in folk art. The development of tourism, with a growing demand for souvenirs, reinforced this interest and encouraged the creation of a market for the figures of doctors, dentists, veterinarians, teachers etc. at work, made by the hundreds of craftsmen and folk artists. Simultaneously, there was an increase in the number of those who thrived outside the law: chicken thieves, lawyers and other unscrupulous white collar criminals. 

Vitalino Pereira dos Santos, Mestre Vitalino, é uma figura emblemática na arte popular brasileira. Nasceu em 1909, na vila de Ribeira dos Campos, próximo ao Alto do Moura, em Caruaru (PE). Criado em um ambiente oleiro, desde cedo começou a modelar boizinhos e outros brinquedos, que eram vendidos na feira local. Foram as suas esculturas que despertaram a atenção dos grandes centros urbanos para o vasto território da criação plástica popular. Apresentado ao grande público em 1947, numa exposição coletiva organizada no Rio de Janeiro, na qual eram mostradas obras de artesãos e artistas populares pernambucano, Mestre Vitalino tornou-se uma das principais figuras do mundo da arte popular, então pouco divulgado. Sobre ele, foi contada uma série de histórias, muitas das quais adquiriram dimensões quase míticas. Isso possibilitou que se conhecesse e se abordasse a dura realidade do sertanejo nordestino da década de 1940 por um novo caminho, até então impensável: a partir de seus principais atores e pela via das artes. Vitalino é conhecido como mestre por seu virtuosismo e pela liderança que exerceu entre os demais ceramistas de sua localidade. Faleceu no dia 20 de janeiro de 1963, vitimado por varíola, em sua residência, aos 53 anos de idade. Angela Mascelani
Com o fortalecimento da atividade industrial, a pulverização do trabalho em especialidades e a intensa migração do campo para as cidades, multiplicam-se os chamados profissionais liberais, que passam a ser tema comum na arte popular. O desenvolvimento do turismo, com sua demanda por suvenirs, alia-se a esse interesse e estimula a criação de um mercado de consumo de figuras que representam médicos, dentistas, veterinários, professores etc., feitos por artesãos e artistas populares. Angela Mascelani